Notícias

Menina de 5 anos foi enterrada viva pela mãe e o padrasto no Brasil

A morte de Maria Clara Lisboa, em outubro passado, deixou o Brasil em choque. A criança, de apenas cinco anos, foi assassinada pela mãe e pelo padrasto. Ambos confessaram o crime. O corpo foi enterrado próximo da casa onde vivia. Mas, soube-se esta quarta-feira, que Maria Clara foi enterrada viva.

De acordo com a autópsia, revelada pela TV TEM, foi detetada terra na traqueia da criança, o que significa que ainda respirava. Também se ficou a saber que foi morta à pancada. Apresentava um traumatismo craniano, compatível com as agressões sofridas antes de ser enterrada.

De acordo com o G1, a criança foi encontrada morta a 14 de outubro de 2025, enterrada perto da casa onde vivia com a mãe Luiza Aguirre Barbosa da Silva, e com o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado. O corpo já estava enterrado há aproximadamente 20 dias.

Tudo começou no início de outubro. A avó paterna denunciou o desaparecimento da neta ao Conselho Tutelar. A equipa já acompanhava a família da criança devido a um episódio de ameaça feita pelo padrasto à mãe meses antes.

Foi após a denúncia e várias diligências que a Polícia Civil encontrou o corpo de Maria Clara, já em avançado estado de decomposição. No mesmo dia, a mãe e o padrasto foram localizados pela polícia e, durante o interrogatório, confessaram o crime.

Segundo um inspetor responsável pelo caso, a menina de 5 anos sofria agressões frequentes. O padrasto tinha histórico criminal e torturava psicologicamente a criança e a mãe, utilizando a menina como forma de pressão.

Foi ainda divulgado um áudio que o padrasto enviou ao pai biológico da menina, a relatar que Maria Clara estava morta e que, com isso, acabaria o vínculo dele com a mãe da criança. A avó da menina diz que gravação terá sido enviada duas semanas antes da descoberta do corpo.

Maria Clara foi sepultada a 15 de outubro de 2025. Apenas os familiares do pai biológico acompanharam as cerimónias fúnebres.

A primeira audiência do caso está agendada para 19 de maio. Deverá definir se o casal vai a júri popular pela morte da criança.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo