Morre engasgada a 9 km do quartel de bombeiros de Coruche

Uma mulher de 75 anos morreu depois de se ter engasgado, na freguesia de Fajarda (Coruche). A idosa vivia a 9 quilómetros do quartel dos bombeiros de Coruche, mas só meia-hora após o alerta foi socorrida pelos bombeiros de Benavente.
O segundo-comandante dos Bombeiros Municipais de Coruche, Luís Coelho, explicou ao CM que o socorro não foi prestado porque a corporação não tinha, naquele momento, “meios de emergência pré-hospitalar”, uma vez que as duas ambulâncias disponíveis estavam noutras ocorrências. O alerta foi dado pelas 18h56 de quarta-feira (dia 9).
Luís Coelho confirmou que, naquela altura, os cinco bombeiros que estavam no quartel encontravam-se vinculados ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). O responsável disse que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) não indicou a gravidade da situação quando foi feito o pedido de meios. “Não sabíamos que se tratava de uma paragem cardiorrespiratória”, explicou. Isto fez com que os bombeiros não fossem retirados do DECIR. O segundo-comandante admite mesmo que há a possibilidade de a vítima ter “evoluído de uma ocorrência súbita para uma paragem cardiorrespiratória já depois de ter sido estabelecido o contacto com os bombeiros de Coruche”.
O alerta para o caso foi dado antes das 19h00. O CODU procurou então acionar os meios de socorro de Coruche. Mas, perante a incapacidade, acionou os meios de Salvaterra de Magos, a 17 quilómetros de Fajarda, que também não tinham disponibilidade. Foram então chamados os Bombeiros Voluntários de Benavente, cujo quartel está a 20 quilómetros da Fajarda. Chegaram ao local cerca de meia após o primeiro alerta.
No local já estava a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital Distrital de Santarém, localizado a cerca de 47 quilómetros. A situação era, contudo, irreversível e o óbito foi declarado no local pelo médico da VMER.
O INEM esclareceu que “o tempo de chegada dos meios à ocorrência não resultou de qualquer atraso ou decisão do CODU de atribuir a ocorrência a um meio mais distante, mas da indisponibilidade operacional dos corpos de bombeiros mais próximos”. Assim, diz o INEM, “o CODU acionou o meio disponível mais próximo, cumprindo todas as normas e procedimentos em vigor”.









