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Menina morre após cabelo ficar preso em ralo de piscina: é a quinta vítima menor de idade em Itália em três meses

Uma menina de 11 anos morreu esta sexta-feira, depois de o cabelo ter ficado preso no ralo de uma piscina de um resort em Sestri Levante, na costa norte de Itália. O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira, quando a criança se encontrava de férias com a mãe, os avós e os dois irmãos mais novos há cerca de uma semana.

Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, Alice estava a tomar banho numa das piscinas do resort quando, apesar da pouca profundidade, o cabelo ficou preso na grelha ligada ao sistema de aspiração. A força da sucção manteve-a submersa, impedindo-a de regressar à superfície. O alerta foi dado por outra criança, que se apercebeu de que algo se passava com a menor.

Terá sido o proprietário do estabelecimento a mergulhar para socorrer a menor. Recorreu ainda a uma tesoura para lhe cortar o cabelo e conseguir libertá-la, mas, quando foi retirada da água, a menina já estava inconsciente.

Alice foi transportada de helicóptero, em estado crítico, para o Hospital Pediátrico Gaslini, em Génova, depois de as equipas de emergência terem realizado manobras de reanimação durante cerca de 45 minutos.

A menina permaneceu internada em estado muito grave, sem recuperar a consciência, até à madrugada desta sexta-feira, altura em que acabou por morrer. Os pais de Alice decidiram doar os órgãos da filha.

Tragédia reacende debate sobre segurança nas piscinas

O caso está a ser investigado pelas autoridades italianas, que procuram apurar as circunstâncias do acidente, identificar as medidas de vigilância em vigor naquela piscina e verificar se todos os dispositivos cumpriam as normas de segurança. Já o Ministério Público de Génova abriu um inquérito por suspeita de homicídio por negligência.

Alice é a quinta vítima mortal menor de idade a morrer em piscinas em Itália nos últimos três meses, de acordo com o Ministro da Proteção Civil e das Políticas Marítimas, Nello Musumeci, citado pela agência italiana ANSA.

“É preciso impor regras mais rigorosas, mas também uma maior atenção para que as crianças não sejam deixadas sozinhas na água. O projeto de lei do Governo de Giorgia Meloni, que tem como objetivo atingir esta meta, será aprovado pela comissão competente durante este mês, e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que avance com caráter de urgência”, garantiu.

Recentemente, de acordo com o Corriere di Bologna, Giorgia Meloni escreveu uma carta à mãe de um menino de 12 anos que morreu numa banheira de hidromassagem de um spa em Pennabilli, Itália, durante o período da Páscoa.

O rapaz ficou preso com uma perna no sistema de aspiração da banheira, permanecendo com a cabeça submersa durante alguns minutos. Os familiares que estavam presentes, incluindo a mãe, o pai e os tios, tentaram, sem sucesso, salvar o menor.

Na carta, Giorgia Meloni refere que “é necessária uma lei nacional que reduza ao mínimo o risco de alguém morrer numa piscina, como infelizmente aconteceu com Matteo e com outras crianças e jovens nos últimos meses. Atualmente, essa legislação não existe e o quadro de referência é insuficiente”.

Em abril, outro menino de sete anos morreu depois de ficar preso no sistema de aspiração de uma piscina de um hotel em Castelforte, durante o seu aniversário.

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