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Irmãos gémeos de 11 anos encontrados mortos em rio em Espanha após desaparecimento

Dois irmãos gémeos, de 11 anos, foram encontrados mortos esta terça-feira no rio Ter, na localidade de Manlleu, na província de Barcelona, em Espanha, depois de terem sido dados como desaparecidos na noite de segunda-feira. As autoridades espanholas acreditam, numa fase inicial da investigação, que as crianças terão morrido vítimas de um afogamento acidental.

O alerta foi dado pelos pais quando os dois irmãos, de origem ganesa, não regressaram a casa. Os Mossos d’Esquadra iniciaram de imediato uma operação de buscas, mobilizando equipas especializadas, drones e mergulhadores. Durante a manhã de terça-feira, foram encontradas peças de roupa junto ao rio, nas proximidades de um campo de futebol onde os gémeos costumavam brincar. Horas depois, os corpos foram localizados no rio Ter.

Segundo a imprensa espanhola, os dois irmãos tinham estado a jogar futebol com amigos e, antes de regressarem a casa para jantar, decidiram refrescar-se no rio. As informações recolhidas pelas autoridades indicam que nenhum dos dois sabia nadar, tendo ambos entrado em dificuldades na água sem conseguirem regressar à margem. Os corpos foram encaminhados para o Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses da Catalunha, onde serão realizados os exames médico-legais e o processo formal de identificação.

 

A tragédia causou grande consternação em Manlleu. O presidente do Governo da Catalunha, Salvador Illa, manifestou publicamente o seu pesar, endereçando condolências à família e aos amigos das vítimas. Também a Câmara Municipal de Manlleu decretou dois dias de luto oficial e convocou um minuto de silêncio em homenagem aos dois irmãos, classificando a perda como “irreparável” para toda a comunidade.

As investigações prosseguem para esclarecer todos os contornos do sucedido, embora as autoridades policiais mantenham como principal hipótese o afogamento acidental. O caso volta a alertar para os riscos associados a banhos em rios, sobretudo em zonas sem vigilância e quando as vítimas não possuem competências de natação.

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