Vem aí uma “senhora tempestade”

Prepare-se que o Inverno vai apertar nos próximos dias, com características típicas para a época do ano, mas muito mais severas.
O climatologista Mário Marques esteve na SIC Notícias, na manhã desta terça-feira, e falou do que nos espera o resto da semana, incluindo, o fim de semana, e parece que o mau tempo vai agravar-se, inclusive com uma grande tempestade a caminho, mais para o final da semana.
“De facto, esta semana será caracterizada por a passagem sucessiva de depressões, com superfícies frontais frias, neste caso, durante o dia de hoje e depois uma depressão um pouco mais cavada para o dia 21, 22. Portanto, hoje será pequenos interlúdios com precipitação, sobretudo a partir do final da manhã, estendendo-se gradualmente para o restante território. E depois teremos também no dia 21, aí sim, já uma depressão mais cavada, com algum vento associado e a agitação marítima, a partir da noite, da próxima noite e sobretudo de amanhã, irá ficar forte durante todo o resto da semana, inclusive até ao dia 26”, começou por explicar o climatologista, antes de especificar mais detalhes sobre a tempestade que aí vem, a partir de quinta-feira, 22, com quatro fatores de risco a marcá-la.
Trata-se da tempestade Ingrid, que será “uma senhora tempestade”, que provocará quatro tipos de diferentes riscos: agitação marítima, vento, chuva e neve.
“Portanto, primeiro, e em consideração com toda a costa oeste, a agitação marítima poderá chegar aos 9, 10 metros, sobretudo entre Figueira da Foz e Sines, e até aos 7 metros na restante costa norte e a sul mesmo Algarve poderá chegar aos 5 metros, mas esta ondulação será persistente durante o dia 23, 24 e 25, no regime de 7 a 8 metros em toda a costa ocidental e com muita energia associada.
O segundo fator de risco será o vento. O vento será, por vezes, forte, poderá atingir rajadas, sobretudo na costa oeste e também naquela faixa que já mencionei, portanto, especialmente entre Figueira da Foz e Sines, poderá chegar aos 90 km/h e ventos sustentados na ordem dos 45 a 50 km/h, em especial no dia 22 a dia 24, mas o dia 24 será em termos de maior intensificação do vento.
Depois, o terceiro fator de risco será a precipitação, que por vezes poderá ser forte e depois teremos o quarto fator de risco, que será a possibilidade de queda de neve em alguns locais com um valor de acumulação muito significativo e, além disso, a quota de neve poderá chegar a descer até aos 500 metros no extremo norte, 600 até à fronteira do Rio Douro, sensivelmente, e depois 700 metros com acumulação até ao maciço central.
Portanto, todas estas regiões, sobretudo no interior e com elevações acima dos 700 metros, penso que será uma queda de neve extremamente significativa. E aliado ao vento que se fará sentir, sobretudo no dia 23, esta queda de neve é prevista para madrugada 23, durante o dia 23 e parte do dia 24, com aguaceiros pós-frontais com muita profundidade e com uma temperatura muito fria e associada ao vento, tornarão as condições muito difíceis para circular fora das suas habitações. Portanto, será uma situação com todos os riscos invernais que é possível”, descreveu o climatologista Mário Marques, sobre a meteorologia que se avizinha.








