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Tragédia em França: irmãos portugueses de 18 e 28 anos morrem em violento despiste dois meses após a morte do pai

Dois irmãos portugueses perderam a vida numa violenta colisão automóvel na tarde de quarta-feira, 28 de janeiro, em Lafrançaise, no departamento de Tarn-et-Garonne, França. As vítimas, identificadas pelo Jornal de Notícias como Adriano e Alexandre Reis, de 18 e 28 anos respetivamente, seguia num Volkswagen Golf quando o carro se despistou e embateu com grande força contra um poste de eletricidade, ficando completamente destruído. O impacto foi de tal ordem que o poste partiu-se em vários pedaços, ilustrando a violência do acidente que tirou a vida aos dois jovens.

Equipa de emergência de grande dimensão, incluindo 13 bombeiros e assistentes médicos, deslocou-se ao local, mas nada pôde ser feito para salvar os irmãos. O mais velho morreu de imediato, enquanto o mais novo chegou a ser resgatado com vida e alvo de manobras de reanimação no local, sem sucesso. “Desde que sou presidente da Câmara, e apesar da minha experiência em investigações de acidentes, nunca vi nada igual”, lamentou o autarca Thierry Delbreil ao La Dépêche du Midi, descrevendo a ocorrência como uma “tragédia familiar” que mergulhou a região francesa em choque e tristeza.

As autoridades francesas já iniciaram uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente, tendo em conta várias hipóteses, como excesso de velocidade, presença de um animal selvagem na estrada ou piso escorregadio. Estas são algumas das linhas de investigação em análise para compreender o que provocou o despiste fatal. A família aguarda agora respostas oficiais sobre o sucedido e a conclusão das diligências por parte dos serviços de investigação rodoviária franceses.

A dor da família é ainda maior porque a tragédia acontece apenas cerca de dois meses depois da morte do pai dos dois jovens, também vítima de um acidente rodoviário, deixando uma comunidade profundamente abalada. Oriundos de Grijó, em Vila Nova de Gaia, os irmãos deixaram amigos e familiares de luto, com lembranças e memórias interrompidas de forma trágica. A família está a pedir ajuda para repatriar os corpos para Portugal, tendo lançado uma campanha que necessita de 4.500 euros; até ao momento, pouco mais de 1.200 euros foram angariados. A mobilização continua, com apelos à solidariedade de quem pode colaborar para trazer Adriano e Alexandre de volta a casa.

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