Sara Prata no terreno após tempestade Kristin: “O que faz falta são gestos simples e certeiros”

A atriz decidiu arregaçar as mangas e, acompanhada por um grupo de amigos, deslocou-se até às localidades mais afetadas para ajudar quem perdeu praticamente tudo e perceber de perto a verdadeira dimensão da tragédia.
Longe dos holofotes e das ações mediáticas, a artista percorreu zonas periféricas e aldeias mais isoladas, muitas vezes esquecidas pela ajuda de grande escala. No final de um dia intenso, marcado por destruição, histórias de perda e forte carga emocional, Sara Prata recorreu às redes sociais para partilhar um testemunho sentido.
“Regresso com uma certeza muito clara: a ajuda de grande escala é essencial, sim, mas nem sempre chega às aldeias mais pequenas”, escreveu, sublinhando que nestes locais o drama humano supera, muitas vezes, o impacto visível da devastação. Segundo a atriz, é aí que os pequenos gestos fazem toda a diferença: carros que consigam chegar facilmente, visitas porta a porta, entrega de comida e produtos de higiene, apoio aos idosos e, acima de tudo, presença.
Sara Prata destacou ainda que, para muitas das pessoas afetadas, o apoio emocional é tão urgente quanto os bens materiais. “As pessoas estão desamparadas, traumatizadas e ainda nem conseguem processar o que está a acontecer”, confessou, acrescentando que a simples companhia, um abraço ou uma conversa podem ser fundamentais neste momento.
A gratidão sentida no terreno marcou profundamente a atriz. “Perdi a conta às vezes que ouvi a palavra ‘obrigada’. Não me cruzei com ninguém que não o dissesse”, revelou, emocionada, salientando que a dor é generalizada e que ninguém naquela região ficou verdadeiramente a salvo.
No final do seu desabafo, Sara Prata deixou um apelo à solidariedade coletiva, incentivando todos a ajudarem dentro das suas possibilidades. “Não é preciso pensar em grande, basta o micro”, escreveu, reforçando que pequenas ações podem ter um impacto enorme na vida de quem tudo perdeu.
A atriz concluiu lembrando que as imagens transmitidas na televisão mostram apenas uma pequena fração da realidade vivida no terreno e que esta tragédia veio reforçar a importância de união e empatia: “Só veio reforçar a certeza da importância de nos segurarmos uns aos outros. Todos somos poucos”.





