Idanha-a-Nova cancela atividades festivas devido ao estado de calamidade

Apesar de reconhecer a importância cultural e social do Carnaval para a comunidade, a Câmara Municipal apelou ao cumprimento rigoroso das orientações das autoridades, nomeadamente até ao final do período de alerta. O município pediu que todas as entidades que optem por manter atividades programadas até ao dia 15 de fevereiro atuem com máxima cautela e responsabilidade, garantindo condições de segurança para todos os participantes.
O estado de calamidade foi decretado pelo Governo de Portugal após a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram consequências graves em várias regiões do país. No total, registaram-se 16 vítimas mortais, centenas de feridos e desalojados, além de danos significativos em habitações, empresas e infraestruturas. As regiões do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram das mais afetadas pelo temporal.
Entre os impactos mais visíveis estão a destruição parcial ou total de edifícios, queda de árvores e estruturas, encerramento de estradas e escolas, falhas nos serviços de transporte e interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações, além de inundações generalizadas. Perante a dimensão dos danos, o Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio financeiro que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros, destinado à recuperação das zonas afetadas.








