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Grávida da Murtosa pode estar viva? Defesa de Fernando Valente admite novo cenário

O caso da grávida da Murtosa volta a gerar forte polémica, depois de a defesa de Fernando Valente admitir publicamente a possibilidade de Mónica Silva ainda estar viva. Em resposta ao recurso apresentado pelo Ministério Público — que pede a pena máxima para o empresário, apesar da absolvição — os advogados sustentam que não existe qualquer prova concreta da morte da jovem, nem de que esta tenha sido vítima de homicídio.

Recorde-se que Fernando Valente foi absolvido pelo tribunal de júri em julho do ano passado, decisão que teve por base a inexistência de provas materiais que confirmassem o óbito de Mónica Silva ou a ligação direta do arguido a um eventual crime. Segundo a defesa, essa conclusão mantém-se válida, sublinhando que o desaparecimento pode ter ocorrido por vontade própria, hipótese que nunca foi totalmente afastada ao longo do processo.

Os advogados de Valente vão mais longe nas críticas e apontam falhas graves à investigação conduzida pela Polícia Judiciária. De acordo com a resposta ao recurso, citada pelo Jornal de Notícias, o empresário terá sido transformado num “bode expiatório”, acusando ainda as autoridades de terem construído uma narrativa baseada em indícios frágeis e, alegadamente, manipulados, sem sustentação factual sólida.

Mónica Silva tinha 33 anos e estava grávida de sete meses quando desapareceu na Murtosa, num caso que continua a dividir opiniões e a gerar comoção pública. Apesar do tempo decorrido, o processo permanece envolto em dúvidas, alimentadas agora por esta nova posição da defesa, que insiste na manutenção da absolvição e na falta de certezas sobre o verdadeiro desfecho do desaparecimento.

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