Excesso de mortalidade dispara em Portugal: o pior cenário desde a pandemia da Covid-19

Portugal registou, em pouco mais de um mês, cerca de três mil mortes acima da média esperada para esta altura do ano, segundo dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O fenómeno de excesso de mortalidade não era observado com esta dimensão desde os períodos mais críticos da pandemia de covid-19.
De acordo com a DGS, a situação começou a agravar-se a partir de 6 de dezembro, coincidindo com a chegada do frio intenso e da época gripal, afetando inicialmente a população mais idosa. No entanto, após as festas de Natal e Ano Novo, o impacto alargou-se de forma significativa.
Na primeira semana de janeiro, o excesso de óbitos passou a atingir todas as faixas etárias acima dos 45 anos, sinalizando um agravamento generalizado do cenário epidemiológico. O momento mais crítico foi registado a 2 de janeiro, dia em que se contabilizaram 547 mortes em apenas 24 horas, um número comparável apenas aos piores dias de 2021, em pleno auge da pandemia.
Apesar da gravidade dos dados, os números mais recentes apontam para uma possível inversão da tendência, sugerindo que o pico poderá já ter sido ultrapassado. Ainda assim, especialistas alertam para a necessidade de prudência, sublinhando que só a observação dos próximos dias permitirá confirmar se a descida é consistente.
As autoridades de saúde continuam a reforçar a importância da vacinação contra a gripe, da proteção dos grupos mais vulneráveis e da vigilância apertada da evolução da mortalidade nas próximas semanas.









