Depressão Regina chega a Portugal com chuva e vento, mas sem impacto significativo

A depressão Regina vai atingir Portugal continental entre segunda e terça-feira, trazendo consigo períodos de chuva e vento, embora sem causar impactos significativos, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O fenómeno, com origem no Norte de África, deverá provocar alguma instabilidade atmosférica, especialmente nas regiões Centro e Sul do país, mas sem cenários de alerta extremo.
Segundo as previsões oficiais, a chuva será mais intensa e frequente ao longo de segunda-feira, podendo surgir sob a forma de aguaceiros acompanhados de trovoada a partir da tarde. O vento soprará inicialmente do quadrante Sul, com maior intensidade nas terras altas, rodando gradualmente para Leste e, em alguns momentos, para Norte na faixa costeira ocidental.
Apesar de não serem esperados danos relevantes no continente, a situação meteorológica exige atenção, sobretudo devido à evolução do vento. As rajadas poderão atingir até 80 km/h, com especial incidência nas zonas mais elevadas. Ainda assim, o IPMA sublinha que este cenário está longe da severidade registada nos recentes episódios de mau tempo que afetaram o país no início do ano.
Após a passagem pelo território continental, a depressão Regina deslocar-se-á para Sul/Sudoeste, influenciando o estado do tempo no arquipélago da Madeira. Nesta região, prevê-se uma intensificação mais expressiva do vento, com rajadas que podem atingir os 110 km/h nas terras altas na segunda-feira e até 120 km/h na terça-feira, além de precipitação que poderá incluir granizo e neve nos pontos mais elevados.
A agitação marítima será outro fator de destaque, com ondas que podem atingir entre quatro e seis metros de altura significativa, podendo chegar a máximos de 11 metros. Foram já emitidos avisos meteorológicos de nível Laranja e Amarelo para várias situações, incluindo vento forte, neve e mar agitado. Além disso, está prevista a presença de poeiras provenientes do Saara em suspensão na atmosfera até ao dia 4 de março, o que poderá afetar a qualidade do ar em várias regiões do país.







