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Benfica quebrou o silêncio após a polémica arbitragem no jogo contra o FC Porto

Rui Costa criticou a arbitragem de Miguel Nogueira após a derrota do Benfica por 3-1 frente ao FC Porto, no Estádio do Dragão. O presidente encarnado apontou uma «dualidade de critérios», sobretudo a nível disciplinar, embora tenha reconhecido que Lenglet não deveria ter arriscado o lance que terminou com a sua expulsão.

Sobre a exibição, Rui Costa considerou que as águias começaram melhor e que o cartão vermelho condicionou aquilo que a equipa poderia fazer: «O Benfica entrou muito bem neste jogo. Entrou a mandar no jogo como estrategicamente o Marco Silva tinha pedido aos jogadores. Fizemos uma primeira meia hora muito boa, apesar de, no único deslize que tivemos, acabar por sofrer um golo. Ainda assim, mantivemo-nos no jogo até podermos estar no jogo. Claro que jogar aqui com 10 elementos não é a mesma coisa que jogar 11 para 11, e acredito que, se assim fosse, o resultado tinha sido diferente, ou o jogo tinha sido diferente, por aquilo que nós estávamos a fazer».

O líder benfiquista abordou depois a expulsão de Lenglet, salientando que André Silva foi atingido na nuca e não na cara: «Não vou estar a discutir a expulsão do Lenglet, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva queixar-se da cara quando é uma pequena, uma ligeira pancada na nuca – nem sequer é na cara. Mas não vou estar a discutir o lance, porque sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas. Mas em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, acho que há uma dualidade tremenda. Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. E, portanto, isto foi aquilo que toda a gente pôde ver».

Rui Costa deu ainda como exemplo o lance envolvendo Prestianni, que acabou amarelado depois de ter ficado a sangrar: «Há uma série de entradas, há uma série de faltas de jogadores do FC Porto que têm de ser punidas, mesmo antes da expulsão do Lenglet. Vejo o Prestianni levar um amarelo por mostrar a cara cheia de sangue ao árbitro, numa pancada que levou quase sem bola e que nem sequer sancionada foi. E, portanto, é neste sentido que, não eliminando os erros que nós cometemos – porque depois acabámos por cometer erros -, a dualidade de critérios, sobretudo no critério disciplinar, foi por demais exagerada».

Apesar de o Benfica ter ficado a cinco pontos do FC Porto ao fim de sete jornadas, o presidente das águias rejeitou a ideia de que a luta pelo título esteja comprometida: «Não tenho a menor dúvida de que o trabalho que o Marco Silva e que os jogadores estão a fazer vai dar frutos. É evidente que não queríamos estar nesta situação de, à 7.ª jornada, estarmos com cinco pontos de atraso, mas, da mesma maneira que entrámos no Dragão sem ser campeões nacionais – e se tivéssemos ganho no Dragão não éramos campeões nacionais -, não vamos sair daqui derrotados ou a pensar que o campeonato está terminado, porque está muito longe disso. Aquilo que fizemos enquanto tivemos possibilidades de o fazer mostra a qualidade que temos, mostra que podemos jogar em qualquer campo para ganhar, e era isso que nós estávamos a fazer.

A classificação não está adulterada porque perdemos cinco pontos. Dois pontos contra o Académico de Viseu, como vocês bem se lembram, da maneira como foi, e estes pontos aqui. Isso não vai eliminar nem vai impedir que esta equipa lute por todos os objetivos. Não perdemos o título hoje aqui, bem pelo contrário. Temos muito caminho pela frente e aquilo que nós estamos a fazer merece a credibilidade dos adeptos.»

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