Benfica perde com FC Porto e Rui Costa toma decisão

O Benfica voltou a deslizar e fica de fora da Taça de Portugal, depois da derrota com o FC Porto no Dragão por 1-0.
Apesar de tudo, Rui Costa manterá Mourinho no comando técnico do Benfica, mesmo estando a 10 pontos da liderança do campeonato, afastado da Taça de Portugal e da Taça da Liga e como se sabe na Champions a precisar de um milagre…
«Aquilo que sou enquanto pessoa: desistir, nunca»
Benfica chega a 10 pontos do líder. É fácil motivar o plantel?
“Sim. É Benfica, sou eu, é fácil de motivar. Não temos nenhum tipo de problema. Quem joga no Benfica tem de dar sempre, há sempre coisas para jogar, sempre objetivos para atingir. O de agora é ganhar o próximo, mas há sempre objetivos. Aquilo que sou enquanto pessoa: desistir, nunca.”
«Ríos? É uma lesão importante…»
Lesão de Richard Ríos, pensou colocar o Enzo nesse momento?
“Não, porque não estávamos numa situação defensiva. Se estivéssemos numa situação de dificuldades, apesar de o Enzo não treinar, a lesão ainda existe, mas disponibilizou-se para vir. Se o jogo exigisse Enzo entraria. Mas não exigia, exigia mais Sudakov. Se me disser que o Sudakov teve situações em podia ter sido mais decisivo e não foi, estamos de acordo. Viu-se que a equipa precisava mais de Sudakov. Ríos? É uma lesão importante que um jogador com a sua mentalidade encara com uma lesão diferente do que outro jogador. Há jogadores que pensam mais no futuro, acho que este é o tipo de jogador que não vai pensar no futuro. Não quer dizer que jogue no Rio Ave, mas acho que ainda nos vai ajudar esta época.”
«Quando não há competições para ganhar há jogos para ganhar…»
Que impacto tem esta eliminação?
“Por que referes o impacto pessoal? Estou sempre para ganhar e estou para ganhar sábado. Quando não há competições para ganhar há jogos para ganhar e sábado é mais um. Jogar aqui da maneira como jogámos, contra uma equipa que exige muito, voltar para Lisboa e jogar contra um Rio Ave fresco seguramente é difícil. Somos uma equipa que tem tantos jogos importantes, somos uma equipa com tantos objetivos que, com o grupo que temos limitado, com tantas ausências, é complicado mas o objetivo não muda.”
«Se há uns dias estava chateado com a equipa; hoje estou chateado com o resultado, não com os jogadores»
Lopes Cabral e Prestianni nas alas. O que pretendeu acrescentar à equipa?
“O objetivo foi ter jogadores abertos, que limitassem o jogo ofensivo dos laterais do FC Porto e que proporcionassem situações como as que conseguimos pelo Andreas que faz a assistência. Com as ausências que tínhamos, tínhamos de ser mais agressivos. A equipa sem Enzo e Otamendi perde fisicalidade contra uma equipa que vive de fisicalidade. O próprio golo… metemos jogadores mais altos a defender zona e os jogadores que estão em marcação são jogadores de metro e meio a marcar gigantes. O golo aparece numa situação que nós temíamos que pudesse acontecer. Depois controlo absoluto, não se viu jogo ofensivo do adversário. Estou contente com a minha equipa. Se há uns dias estava chateado com a minha equipa, hoje estou chateado com o resultado, não com os jogadores. Ganhar é o mais importante, continuo a dizer que é o mais importante. O FC Porto ganhou. Não interessa como. Parabéns ao FC Porto.”
«Não tivemos problemas, controlámos bem, os rapazes estiveram bem»
Análise do jogo, Benfica merecia mais?
“Não é fácil jogar com o FC Porto principalmente no Dragão e fazê-lo da forma como fizemos acho que merecíamos mais. A oportunidade falhada no minuto 90 é elucidativo do que estou a dizer. Não tivemos problemas, controlámos bem, os rapazes estiveram bem. Faltou o golo, que podíamos ter feito. Sem 10 oportunidades, mas as suficientes para fazer e termos um resultado completamente diferente.”









