André Ventura reage a sátira de Ricardo Araújo Pereira e desafia humorista para confronto em direto na SIC

O choque entre política e humor voltou a marcar a atualidade mediática portuguesa. Após a mais recente emissão de Isto é Gozar com Quem Trabalha, na SIC, André Ventura reagiu com dureza às piadas de Ricardo Araújo Pereira, acusando-o de “cobardia” e lançando um desafio público para um confronto televisivo em horário nobre.
Durante o programa, o humorista voltou a recorrer à ironia e à sátira para comentar episódios e discursos do recente congresso do Chega, mantendo o estilo crítico que caracteriza o formato. A abordagem, no entanto, não foi bem recebida pelo líder partidário.
Poucas horas depois da emissão, André Ventura recorreu ao Facebook para deixar uma mensagem contundente, que rapidamente se tornou viral:
“Eu só gostava de duas coisas: que o Ricardo Araújo Pereira tivesse coragem para um confronto direto na televisão (mas a cobardia não lhe permite) e que arriscasse ficar sem emprego a fazer com o PS o que faz sistematicamente com o CHEGA.”
A publicação gerou milhares de reações e comentários, dividindo opiniões entre apoiantes do líder do Chega e defensores da liberdade humorística.
Acusação de “humor seletivo”
Ventura voltou a insistir numa crítica antiga: a alegada parcialidade do humor político em Portugal. Segundo o dirigente, Ricardo Araújo Pereira não aplicaria o mesmo nível de sarcasmo e exigência ao Partido Socialista, sugerindo uma proteção mediática à esquerda.
A acusação reacendeu um debate recorrente no espaço público: pode o humor político ser verdadeiramente neutro ou está inevitavelmente ligado a posições ideológicas?
Maria Vieira entra na polémica
A controvérsia ganhou nova dimensão com a intervenção de Maria Vieira. A atriz comentou a publicação de André Ventura com palavras duras dirigidas ao meio artístico:
“Isso é que era de valor! Mas franqueza, coragem e honestidade são valores que, de uma maneira geral, não fazem parte do carácter dos artistas… E eu falo do que sei, porque conheço muito bem essa gente.”
As declarações intensificaram ainda mais o debate nas redes sociais, colocando o papel dos artistas e humoristas no centro da discussão política.
Humor vs. política: onde está o limite?
O episódio volta a levantar uma questão cada vez mais presente no debate público: onde termina a sátira e começa o ativismo político? Para uns, Ricardo Araújo Pereira limita-se a cumprir a função clássica do humor — questionar e criticar o poder. Para outros, existe um desequilíbrio evidente na escolha dos alvos.
Até ao momento, Ricardo Araújo Pereira não respondeu publicamente ao desafio lançado por André Ventura para um confronto televisivo em direto.
A questão permanece no ar — e promete novos capítulos: haverá um frente a frente em horário nobre… ou ficará tudo pelas redes sociais?









