Pedro Henriques aponta erros nos descontos e esclarece lance do golo do Estoril frente ao Benfica

O antigo árbitro, Pedro Henriques analisou a arbitragem do encontro entre Benfica e Estoril e deixou críticas sobretudo ao tempo de compensação concedido pelo árbitro ao longo da partida.
45’ – Três minutos insuficientes na primeira parte
No final da primeira parte, foram concedidos apenas três minutos de compensação. Para Pedro Henriques, o tempo foi insuficiente tendo em conta as várias interrupções registadas.
O antigo árbitro destaca as prolongadas assistências médicas a Enzo Barrenechea, do Benfica, e Xeka, do Estoril, além do primeiro golo dos encarnados e respetiva comemoração, bem como uma substituição.
64’ – Por que estavam seis jogadores do Benfica a aquecer?
Pedro Henriques esclareceu também a presença de seis jogadores do Benfica a aquecer junto à zona do árbitro assistente n.º 1.
De acordo com as regras, cada equipa pode ter, normalmente, até cinco jogadores a aquecer. Contudo, desde a época passada, com o consentimento do Conselho de Arbitragem, é permitida a presença de um sexto jogador em exercícios de prevenção para uma eventual substituição adicional por concussão cerebral.
Caso um jogador sofra uma lesão na cabeça e tenha de abandonar a partida, a equipa pode efetuar uma substituição extra, que não conta para o limite habitual. Nesse momento, o delegado da equipa apresenta um cartão roxo para assinalar a utilização dessa substituição específica.
A equipa adversária também passa automaticamente a ter direito a uma substituição adicional, mesmo que não tenha ocorrido qualquer lesão na cabeça.
82’ – Golo do Estoril foi legal
Relativamente ao golo do Estoril, Pedro Henriques considera que não existiu qualquer infração à lei do fora de jogo na construção da jogada pelo corredor esquerdo do ataque dos canarinhos.
Segundo a análise, a posição do jogador interveniente era legal por uma margem de 53 centímetros.
90’ – Novas críticas ao tempo de compensação
Na segunda parte, foram novamente concedidos apenas três minutos de compensação. Para Pedro Henriques, o período ficou muito aquém do que seria adequado face às interrupções registadas.
Houve quatro paragens para substituições, com a entrada de oito jogadores, dois golos — o segundo do Benfica e o do Estoril — e respetivas comemorações, além da exibição de um cartão amarelo e de uma assistência médica a Stelios Andreou.
A assistência ao jogador do Estoril demorou 1 minuto e 26 segundos, desde a queda no relvado até à saída do terreno de jogo, representando praticamente metade dos três minutos de compensação concedidos.
Pedro Henriques considera, por isso, difícil compreender a redução sistemática do tempo adicional numa competição onde os golos marcados e sofridos podem ter impacto decisivo e existe ainda um prémio para os melhores marcadores.









