Pedro henriques analisa jogo do Benfica vs Viseu
Pedro Henriques analisa bola de Lukebakio na linha de golo

A arbitragem do encontro entre o Benfica e o Académico de Viseu passou pelo crivo de Pedro Henriques. Na análise aos principais lances da partida, o antigo árbitro considerou acertadas as decisões mais relevantes da equipa de arbitragem, desde os golos e os lances de fora de jogo até aos cartões amarelos e às situações dentro das áreas.
O primeiro momento de análise surgiu logo aos 9 minutos, com o golo do Benfica. Pedro Henriques considera que a decisão foi correta e que não existiu qualquer infração por fora de jogo. No momento do passe de Gianluca Prestianni para Vangelis Pavlidis, o avançado grego tinha mais de dois adversários entre si e a linha de baliza.
Aos 15 minutos, Alejandro Mestanza viu cartão amarelo depois de agarrar e puxar a camisola de Prestianni. Para Pedro Henriques, foi uma falta tática clara, cometida sem intenção de disputar a bola e com o objetivo de travar a jogada.
Três minutos depois, nova decisão disciplinar considerada correta. Anthony Correia agarrou com ambas as mãos o braço de Pavlidis quando o jogador do Benfica procurava receber a bola à saída do meio-campo. O cartão amarelo foi, novamente, considerado adequado.
Aos 25 minutos, Georgiy Sudakov tentou disputar a bola, mas acabou por pisar com a sola e os pitons o pé de Alejandro Mestanza. Pedro Henriques classificou o lance como uma entrada negligente e validou o cartão amarelo.
Lance na área não justificava penálti
Aos 42 minutos, Alexander Bah rematou e a bola atingiu Rúben Pereira na zona lateral do tronco. Apesar dos protestos, Pedro Henriques entende que não existiu qualquer infração, uma vez que a bola não tocou na mão ou no braço do jogador do Académico de Viseu.
Já nos descontos da primeira parte, aos 45’+1, Tomás Araújo foi advertido por uma entrada fora de tempo e por trás sobre Álvaro Zamora. Mais uma decisão considerada correta.
Empate do Viseu também sem fora de jogo
O segundo golo da partida, aos 68 minutos, também mereceu a validação de Pedro Henriques. O antigo árbitro considera que André Clóvis estava em posição legal no momento do passe/cruzamento de Robinho, tendo mais de dois adversários entre si e a linha de baliza.
“Sem fora de jogo” foi, assim, a conclusão para o lance que permitiu ao Académico de Viseu chegar ao empate.
Pouco depois, aos 70 minutos, surgiu nova reclamação de penálti. Após um pontapé de canto, a bola desviada de cabeça por Rafa Silva foi bater nas mãos de Messeguem. Pedro Henriques entende que o contacto foi inesperado e que o jogador tinha os braços junto ao corpo, sem aumentar a volumetria corporal.
Não houve penálti.
VAR confirmou decisão sobre Pavlidis
Aos 80 minutos, André Ceitil recebeu cartão amarelo por agarrar e derrubar Richard Ríos, numa ação que interrompeu um ataque prometedor. Para Pedro Henriques, tratou-se de mais uma falta tática corretamente sancionada.
Três minutos depois, o foco voltou a estar na área do Académico de Viseu. André Ceitil esticou os braços na disputa com Pavlidis, mas não chegou a empurrar, agarrar ou puxar o avançado do Benfica.
Pedro Henriques considera que a decisão de não assinalar penálti foi correta e destaca que o VAR confirmou a decisão tomada em campo.
Cinco minutos de compensação foram insuficientes
O principal reparo à arbitragem surgiu aos 90 minutos.
O árbitro concedeu cinco minutos de compensação, mas Pedro Henriques considera que o tempo adicional deveria ter sido superior. Durante o jogo registaram-se seis paragens para substituições, com dez jogadores a entrarem, um cartão amarelo, três golos e ainda uma assistência médica a Cihan Kahraman.
Na avaliação do antigo árbitro, todos estes acontecimentos justificavam oito minutos de tempo adicional, e não os cinco concedidos.
Bola não entrou e último lance também não era penálti
Nos instantes finais, Pedro Henriques analisou ainda dois lances.
Aos 90’+3, o remate de Dodi Lukebakio não resultou em golo. O guarda-redes Ewerton conseguiu, com o pé esquerdo, impedir que a bola ultrapassasse completamente a linha de baliza.
Um minuto depois, aos 90’+4, Cristian Ferreira esticou a perna na direção de John Duran. As repetições, segundo Pedro Henriques, mostram que não houve contacto nem com a bola nem com o pé esquerdo do avançado. Assim, não existiu falta nem motivo para penálti.
Arbitragem com saldo positivo
Na avaliação global, Pedro Henriques considera que a arbitragem teve um desempenho positivo, sobretudo nas decisões técnicas dentro das áreas, na gestão disciplinar e no trabalho dos árbitros assistentes nos lances de fora de jogo.
O antigo árbitro deixa, contudo, uma nota negativa fora da arbitragem propriamente dita: “Independentemente da decisão e da justiça da mesma, ter um jogo sem adeptos nas bancadas é sempre mau para o futebol.”








