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Comportamento de Marine Rousseau e Marc Ballabriga muda radicalmente na prisão após caso das crianças abandonadas

O caso que está a chocar Portugal ganhou um novo desenvolvimento depois da entrada de Marine Rousseau e Marc Ballabriga nos respetivos estabelecimentos prisionais. O comportamento do casal francês mudou drasticamente desde que foi decretada a prisão preventiva pelo Tribunal de Setúbal. Depois de atitudes consideradas estranhas e perturbadoras durante a chegada ao tribunal, os dois suspeitos mostram-se agora muito mais controlados e discretos.

Recorde-se que Marine Rousseau, de 41 anos, e Marc Ballabriga, de 55, estão acusados dos crimes de ofensa à integridade física agravada e exposição ao abandono de duas crianças encontradas sozinhas entre Alcácer do Sal e a Comporta.

Durante a chegada ao tribunal, a mãe das crianças surpreendeu ao cantar em voz alta, enquanto Marc gritava frases como “amo-vos” e “Armagedão”, numa postura que levantou suspeitas sobre uma eventual tentativa de aparentar instabilidade mental. Segundo informações conhecidas entretanto, um militar da GNR fluente em francês terá mesmo ouvido conversas entre o casal durante a viagem entre Fátima e Palmela relacionadas com essa alegada estratégia.

Agora, o cenário parece completamente diferente. Marine Rousseau encontra-se detida no Estabelecimento Prisional de Tires, em Cascais, onde permanecerá inicialmente isolada da restante população prisional, em observação. Fontes prisionais revelaram que a francesa já não apresenta os comportamentos exibidos no tribunal e mantém-se em silêncio. Já Marc Ballabriga, transferido para o Estabelecimento Prisional de Setúbal, é descrito como estando “calmo e obediente”, contrastando fortemente com a agitação demonstrada perante jornalistas e autoridades no exterior do tribunal.

Segundo o Correio da Manhã, continua também a crescer a discussão sobre onde o casal poderá vir a cumprir pena caso seja condenado. Apesar de existir um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades francesas, tudo indica que a Justiça portuguesa deverá assumir prioridade no julgamento, uma vez que os crimes investigados terão ocorrido em território nacional.

Só depois de eventual condenação em Portugal é que Marine Rousseau e Marc Ballabriga poderão enfrentar em França o processo relacionado com a alegada subtração de menores denunciada pelo pai biológico das crianças.

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