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OMS garante que medidas contra o hantavírus estão a resultar, apesar de não excluir novos casos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que as medidas adotadas para conter o surto de hantavírus identificado no navio de cruzeiro Hondius estão a produzir resultados positivos. A informação foi avançada na sexta-feira, 15 de maio, pelo diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que sublinhou, no entanto, que o aparecimento de novos casos não está totalmente descartado.

Durante uma conferência de imprensa, Tedros explicou que o facto de as medidas estarem a funcionar não significa que o surto esteja totalmente encerrado. “Não significa que não surjam novos casos, mas demonstra que as medidas de controlo estão a resultar, que os testes laboratoriais continuam a ser realizados e que os doentes estão a receber acompanhamento e apoio por parte dos respetivos governos”, afirmou o responsável máximo da OMS.

Até ao momento, foram confirmados 10 casos de infeção por hantavírus, incluindo três vítimas mortais, o que representa uma taxa de letalidade de cerca de 27%. A OMS está atualmente a colaborar com mais de 20 países para aprofundar o conhecimento sobre a origem do surto, a forma de transmissão do vírus e a melhor resposta clínica para os infetados. O período de incubação pode variar entre uma e seis semanas, o que obriga a um acompanhamento rigoroso dos contactos próximos.

A origem exata do surto continua por esclarecer, mas as investigações apontam para que o primeiro contágio tenha ocorrido antes do início da expedição, a 1 de abril. O primeiro passageiro que acabou por morrer, um cidadão neerlandês de 70 anos, começou a apresentar sintomas poucos dias depois, a 6 de abril. Todos os casos confirmados até agora dizem respeito a passageiros ou tripulantes que se encontravam a bordo do Hondius.

Apesar da gravidade dos casos registados, a OMS mantém a avaliação de que o risco para a população mundial é baixo, embora considere moderado o risco para os passageiros e membros da tripulação do navio. Não existe atualmente vacina nem tratamento específico para o hantavírus, uma infeção rara que pode provocar uma síndrome respiratória aguda grave. As autoridades de saúde internacionais continuam a monitorizar a situação de perto, numa tentativa de evitar a propagação desta doença potencialmente fatal.

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