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Proteção Civil alerta para risco de cheias e movimentos de terra em Portugal continental

O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, apelou a especial atenção das pessoas que vivem junto a rios: “Todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para quem vive nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas”.

Segundo Silvestre, os efeitos da depressão Marta ainda se fazem sentir, com precipitação intensa no litoral, particularmente nas regiões Centro e Sul, e neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela. Um agravamento das condições meteorológicas é esperado para terça-feira, sobretudo na região Norte, nomeadamente no Minho e no Porto.

O risco de cheias mantém-se elevado nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob atenção. Até às 18h de hoje, foram ativados nove planos distritais e 117 planos municipais, com a emissão de 19 declarações de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.

O comandante reforçou recomendações à população: não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar eletricidade e gás, proteger equipamentos elétricos e medicamentos, e garantir a segurança de crianças e animais. Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos, e evitar a proximidade de cabos elétricos caídos.

Desde a semana passada, catorze pessoas morreram em Portugal devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram centenas de feridos e desalojados. As consequências materiais incluem destruição de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, corte de estradas, escolas e serviços de transporte, interrupções de energia, água e comunicações, além de cheias e inundações, afetando especialmente as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

O Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio financeiro de até 2,5 mil milhões de euros.

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