Mortalidade em janeiro atinge valores excecionais e supera registos de 2025

Para encontrar um número superior é necessário recuar a 2021, ano marcado pelo pico da pandemia da Covid-19, quando morreram perto de 20 mil pessoas, das quais 5.785 devido à infeção por SARS-CoV-2.
O primeiro mês do ano ficou marcado por temperaturas baixas e por um aumento significativo das infeções respiratórias, que pressionaram fortemente os serviços de urgência hospitalares. De acordo com os dados disponíveis, 65 doentes com gripe A necessitaram de internamento em Unidades de Cuidados Intensivos.
Em comparação com janeiro de 2025, registaram-se mais 1.226 mortes neste mesmo período.
As pessoas com 85 ou mais anos foram as mais afetadas, contabilizando-se 6.659 óbitos, o que representa 49% do total de mortes registadas no mês.
Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), o dia 2 de janeiro foi o mais mortal do mês, com 548 óbitos.
Por sua vez, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) indica que existe um excesso de mortalidade contínuo desde 17 de novembro. No mais recente relatório sobre a atividade gripal, o INSA assinala uma tendência decrescente dos casos de gripe, bem como das infeções respiratórias agudas graves, embora estas continuem mais elevadas na faixa etária dos 65 ou mais anos.
Relativamente ao vírus sincicial respiratório, os dados apontam para uma tendência estável nas últimas semanas no número de crianças com menos de dois anos internadas. Desde outubro, foram registados 117 internamentos de bebés associados a este vírus.
Este inverno fica assim marcado por uma situação excecional de excesso de mortalidade. Nos últimos 35 anos, apenas três períodos apresentaram valores equivalentes ou superiores aos atualmente registados. O Ministério da Saúde anunciou que será feito um balanço global no final do inverno.








