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Depressão Ingrid provoca mais de 700 ocorrências em Portugal continental

Entre as 16h00 do dia 22 de janeiro e as 17h00 do dia 23 de janeiro, foram registadas 722 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa associada à Depressão Ingrid, que continua a afetar Portugal continental.

As sub-regiões mais impactadas foram a Região de Coimbra, com 89 ocorrências, a Área Metropolitana do Porto, com 83, e a Grande Lisboa, onde se contabilizaram 71 situações.

De acordo com os dados apurados, as principais tipologias de ocorrências registadas dizem respeito à queda de árvores (238), limpeza de vias (195), queda de estruturas (117), inundações (89) e movimentos de massa (83). Há ainda a registar sete pessoas deslocadas, nomeadamente duas em Alcobaça, duas no Cartaxo e três em Cascais.

Na resposta a estas ocorrências estiveram empenhados 2.476 operacionais, apoiados por 1.042 veículos de diversas entidades.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) sublinha que os impactos do mau tempo podem ser minimizados através da adoção de comportamentos preventivos adequados. Nesse sentido, recomenda a desobstrução dos sistemas de drenagem de águas pluviais, a correta fixação de estruturas soltas e cuidados redobrados na circulação e permanência em zonas arborizadas, costeiras e ribeirinhas, devido ao risco de queda de árvores, galgamentos costeiros e inundações.

A ANEPC aconselha ainda a evitar atividades relacionadas com o mar, a adotar uma condução defensiva e a redobrar a atenção nas vias rodoviárias, sobretudo face à possibilidade de formação de lençóis de água ou acumulação de neve. Nos casos em que a circulação em estradas afetadas pela neve seja inevitável, recomenda-se a verificação do estado dos veículos, nomeadamente pneus, combustível ou carga da bateria, bem como o transporte de correntes de neve e provisões essenciais.

É igualmente desaconselhada a circulação com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais em vias afetadas, assim como o trânsito de veículos pesados. A população deve restringir ao máximo deslocações desnecessárias, não atravessar zonas inundadas e salvaguardar pessoas, animais e bens em áreas habitualmente vulneráveis.

A Proteção Civil apela ainda ao acompanhamento permanente das informações meteorológicas e ao cumprimento rigoroso das indicações das autoridades e das forças de segurança.

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