André Villas-Boas atira-se aos rivais e defende árbitro do clássico: “não foi padre”

O presidente do FC Porto, André Villas-Boas (AVB), utilizou o editorial da revista Dragões de setembro de 2026 para se atirar aos principais rivais, Benfica e Sporting, que fez questão de juntar no mesmo saco, que apelido do espectro do “manto marrom”.
“Vencemos o adversário [Benfica] e respondemos à arrogância de quem passou semanas a tentar diminuir o FC Porto, os seus adeptos e o seu grupo de trabalho. Foram insultos, suspeitas fabricadas e tentativas de condicionamento, servidos em monólogos em que a clubite aguda substituiu o contraditório.
Os comentadores do ‘Manto Marrom’, essa mistura de verde e vermelho que tão bem traduz o alinhamento da Segunda Circular, parecem já ter fundado um novo clube. Ainda não lhes conhecemos o estádio, mas a sede funciona em vários estúdios e a política de comunicação está perfeitamente coordenada: a necessidade de atacar e menosprezar tudo o que tem a ver com o FC Porto.
O pacto de sangue é tal que o telespectador menos atento pode até ficar confundido sobre qual a cor clubística de cada um. A nossa equipa não precisou de responder-lhes ao microfone. Respondeu em campo, com futebol, personalidade e uma vitória que nenhuma discussão de rodapé consegue desfazer, levando-os a ter de lamber as feridas uns dos outros, enlutados pela dor comum de uma vitória do FC Porto”, disse o presidente do FC Porto, que também aproveitou para defender o árbitro do clássico, após uma “excelente arbitragem de Miguel Nogueira”:
“Nem especialistas nem ex-árbitros nem diretrizes da UEFA vão prevalecer sobre as opiniões das redações tendenciosas e dos seus diretores e editores executivos, bem como da parafernália de adeptos, ex-funcionários, ex-candidatos, ex-jogadores e ex-colaboradores do Benfica que invadem os espaços de opinião, e tiveram o seu expoente máximo de fanatismo no comentador que afirmou que Gabri Veiga deveria ter sido expulso, e o FC Porto ficar reduzido a dez jogadores, num momento em que o próprio já não se encontrava em campo.
O absurdo ganha novos contornos quando a suspeita se estende também à SportTV, num campeonato em que o mesmo clube detém os direitos sobre as transmissões televisivas dos seus jogos em casa, num conflito de interesses estrutural e flagrante que, noutras latitudes, seria considerado incompatível com qualquer pretensão de isenção. Que o detentor desses direitos possa decidir, sem escrutínio externo, quais as imagens que chegam ao público e quais permanecem na sala de montagem, é uma situação que dispensaria comentários se não fosse tão conveniente para quem dela beneficia. Haja decoro.
“Trocado por miúdos e para simplificar: o país ia parar porque o Benfica ia ganhar e ninguém ia trabalhar. Para que isso acontecesse, Miguel Nogueira deveria ter sido “padre”, mas não foi: foi apenas árbitro, isento e sério, em mais um clássico do futebol português. Mas vejamos o lado positivo: com a vitória do FC Porto, perderam-se horas de diretos e filmagens do autocarro do Benfica e assim se pouparam milhares de euros em gasolina, que está muito cara”, concluiu Villas-Boas sobre o clássico.








